quinta-feira, 16 de agosto de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Racionalidade e Liberdade Humana
Aristóteles, em suas
análises, caracterizou os seres humanos como sendo seres racionais, ou seja,
que falam e agem de acordo com o que pensam. O filosofo concebeu a dimensão
anímica ou psíquica (psique=alma) dos humanos como um composto de duas partes:
uma racional por expressar-se pela atividade filosófica e matemática e outra
privada de razão, por conta de seus elementos vegetativos e apetitivos. Essa
analise realizada por Aristóteles permitiu uma hierarquização dos seres vivos.
De acordo com essa dimensão
humana que Aristóteles descreve, a parte da alma privada de razão nos iguala a
todos os outros animais movidos pelos instintos primários como a sede, a fome,
o sono e a reprodução. Somos, portanto, guiados pela necessidade de
sobrevivência.
Todos os seres vivos têm em comum
uma necessidade maior e prioritária: resolver o problema de encontrar a forma
mais prática, duradoura, garantida e/ou menos arriscada de sobreviver. Temos a
necessidade de alimentos para saciar a nossa fome; de água para a sede; dormir
para descansar o organismo e nos reproduzir por meio da atividade sexual e
assim perpetuar a espécie.
Se pensarmos por esse prisma,
fica então a pergunta: Mas o que então nos diferencia dos outros animais?
Segundo Aristóteles, é a racionalidade. Nós somos capazes de pensar, usar a
razão, planejar nossas ações e de realizar escolhas e julgá-las, determinando
seu valor.
Agimos acreditando que estamos
fazendo o bem e, mesmo quando julgamos mal nossas ações, o critério básico para
qualquer julgamento é sempre estabelecido pelo bem.
Os seres humanos, portanto,
identificam-se como tais pelas distinções que são capazes de estabelecer com os
outros animais e, consequentemente, se diferenciam de todos os demais seres
vivos, pois definem-se pela capacidade de pensar, falar, trabalhar e amar.
Somos dotados de sentimentos, de afeto, de memória, sofremos e temos
consciência de tudo isso, diferente de qualquer outro animal.
Quando Aristóteles pensou
filosoficamente sobre o homem e procurou fazer suas análises sobre esse ‘animal
que pensa’, diferente de todos os outros e portanto humano, identificou três
coisas que controlam sua ação: a sensação, a razão e o desejo.
A primeira, a sensação, não é princípio
para julgar a ação, pois também os outros animais possuem sensação, mas não
participam da ação. Já a ação é o movimento deliberativo, isto é, a origem da
ação é a escolha. Portanto, pode-se afirmar também que os homens diferem dos
demais animais porque são capazes de realizar escolhas. Quanto ao desejo,
através da razão, desejamos e racionalmente efetuamos escolhas. Para
Aristóteles, então o desejo é a força que impulsiona todas as nossas ações que
através da razão, ou guiado por ela, conduzimos os nossos desejos ao encontro
de seu objetivo.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Escola de Arapiraca realiza 2ª Mostra Científica
A Escola Estadual Manoel
André realiza 2ª mostra Cientifica EEMA e movimenta alunos dos três turnos,
Ensino Médio (matutino e vespertino e Ensino Médio EJA). O evento faz
culminância ao projeto Ciência e Tecnologia atuando na melhoria da qualidade de
vida, portaria SEDUC 62/2018, com o tema: Água:
fatores para a qualidade de vida, abastecimento, sustentabilidade e consciência
ambiental.
Com o apoio dos
professores da unidade de ensino, os alunos por turma, pesquisaram e montarem
maquetes, esquemas de tratamentos de água e melhoria do consumo e reuso do
líquido precioso. O desperdício também foi tema trabalhado pelos estudantes que
criaram uma maquete de uma usina hidrelétrica.
Água é
abundante no Universo, inclusive na Terra, onde cobre grande
parte de sua superfície e é o maior constituinte
dos fluidos dos seres vivos. A água
líquida, que em pequenas quantidades parece incolor,
mas manifesta sua coloração azulada em grandes volumes, constitui os oceanos, rios e lagos que cobrem
quase três quartos da superfície do planeta.
A água possui uma série de características peculiares, como sua dilatação anômala, o alto calor específico e a capacidade de dissolver um grande número de substâncias. De fato estas
peculiaridades foram favoráveis para o surgimento da vida nos oceanos
primitivos da Terra, bem como propiciaram sua evolução.
Atualmente, todos os seres vivos existentes precisam da água para sua
sobrevivência.
Embora os oceanos cubram a maior parte da superfície
terrestre, sua água é inadequada para o consumo
humano por conta de sua salinidade. Somente uma pequena fração disponível sobre a
superfície dos continentes que contém poucos sais dissolvidos, a água doce,
está disponível para consumo direto. Contudo, sua distribuição não é uniforme,
o que faz com que diversas regiões sofram de escassez hídrica. As atividades humanas,
principalmente a agricultura, possuem grandes necessidades de
retirada de água de seu leito natural, o que tem
afetado negativamente sua distribuição sobre os continentes,
bem como da água subterrânea.
A poluição hídrica compromete a qualidade da água, prejudicando a biodiversidade,
bem como o abastecimento de água e a produção de
alimentos. Além disso, uma parcela considerável da população mundial ainda não
tem acesso à água potável, o que traz diversos problemas
de saúde.
A água é indispensável no modo de vida da humanidade, de forma que está
fortemente ligada à cultura de todos os povos da Terra. Diante dos problemas
advindos do mau uso dos recursos hídricos, surge uma nova consciência de que é
necessário utilizar a água racionalmente.
O aluno Isaías, Educação de Jovens e
Adultos, afirma que os temas trabalhados permitem que tenhamos mais cuidados
com a água. Para ele, “o Brasil é uma potência em recursos hídricos e que a
água permite, dentre outros fatores a geração de emprego e renda para a
população.
“As usinas hidrelétricas transmitem
energias limpas, a partir da captação da água e o uso de sua forma, ao passar
nas turbinas, gera energia”. Afirmou Isaías.
A professora Maria Edna da Costa
Silva, coordenadora pedagógica da escola e organizadora da 2ª mostra Científica
EEMA falou da importância da mostra para a comunidade escolar.
Para ela, “a 2ª
mostra científica, atende a portaria do ano letivo nº 62/2018 e envolveu todas
as turmas do Ensino Médio nos horários matutino, vespertino e noturno e cumpre
o objetivo que é elevar o nível de consciência ambiental dos nossos alunos.
A coordenadora, afirmou ainda que, "o projeto foi importante porque foram trabalhados temas que levaram aos alunos a uma tomada de consciência, que precisamos cuidar da água que é um bem vital e promover a conscientização do uso racional da água, reaproveitar e evitar o desperdício. A 2ª mostra científica teve culminância com 43 equipes no diurno e 12 equipes no noturno".
A coordenadora, afirmou ainda que, "o projeto foi importante porque foram trabalhados temas que levaram aos alunos a uma tomada de consciência, que precisamos cuidar da água que é um bem vital e promover a conscientização do uso racional da água, reaproveitar e evitar o desperdício. A 2ª mostra científica teve culminância com 43 equipes no diurno e 12 equipes no noturno".
“Aproveito este momento para agradecer
a equipe gestora, coordenadores, articuladora de ensino, os professores e
alunos, que não mediram esforços para a realização e sucesso da 2ª mostra científica”.
Afirma a coordenadora Edna, como é conhecida.
O evento terminou em clima de
confraternização entre os participantes e a sensação do dever cumprido.
Mais fotos:
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
O Surgimento da Filosofia Medieval
“Aquilo que a verdade descobrir não pode contrariar aos livros
sagrados, quer do Antigo quer do Novo Testamento.” (Santo Agostinho)
Imagem: Google.
A Filosofia Medieval surge com a
Patrística, Filosofia dos padres da Igreja, no século II d.C., período em que
há o declínio do Império Romano, e, ao mesmo tempo, a expansão do Cristianismo.
Como a religião cristã é uma religião essencialmente missionária, isto é, tem
como propósito a cristianização, a pregação das Sagradas Escrituras, os
clérigos criaram a Apologética, a saber, a apologia ao Cristianismo. Para tanto
recorreram à Filosofia platônica e acabaram por produzir uma síntese entre a
Filosofia platônica e a doutrina cristã.
O principal nome da Patrística foi
Santo Agostinho. Se utilizando da Filosofia Platônica, Santo Agostinho traça o
seguinte paralelo: o mundo das ideias, exprime a perfeição e seria equivalente
às ideias divinas, que exprimem a verdade; e o mundo sensível, cópia imperfeita
do mundo inteligível e seria equivalente às ideias mundanas, que são as opiniões.
Se, para Platão, o Sol ilumina a ideia
de Bem, para Santo Agostinho, Deus ilumina as verdades eternas. Segundo a
teoria de iluminação de Santo Agostinho, o homem recebe de Deus o conhecimento
das verdades eternas: tal como o Sol, Deus ilumina a razão e torna possível o
pensar correto. Neste ponto, podemos perguntar se qualquer homem terá a sua
razão iluminada por Deus.
Certamente não, mas somente aquele que
crê, que tem fé. Assim podemos entender a expressão agostiniana: “Credo ut
intelligam (Creio para que possa entender).” Desse modo, a razão é
considerada auxiliar da fé e a ela subordinada.
Em suma, do século II ao século IX, a
chamada Alta Idade Média, foi o período em que predominou a Patrística: os
padres da Igreja retomavam a cultura antiga de modo a adequar o conhecimento
até então produzido às verdades teológica. Do século X ao século XIV, a chamada
Baixa Idade Média, temos a Escolástica: que é a Filosofia cristã propriamente
dita, já que a Filosofia do período patrístico era a Filosofia denominada
greco-romana, ou Filosofia da Antiguidade tardia.
De modo geral, podemos dizer que, apesar da
razão ser considerada “serva da Teologia”, no século XI, com o renascimento
urbano, surgem diversas universidades por toda a Europa. Nos debates
filosóficos, a razão parece ganhar certa autonomia.
Portanto, nesse momento, a Filosofia de
Aristóteles, que antes era vista com desconfiança, tida como perigosa para a
fé, é retomada por São Tomás de Aquino. Este, por sua vez, procura adaptar tal
Filosofia à Escolástica, criando o que passou a ser conhecido como Filosofia
Aristotélico-Tomista. São Tomás de Aquino escreveu a Suma teológica, na qual as
questões de fé são abordadas pela “luz da razão” e a Filosofia como o
instrumento que auxilia o trabalho da Teologia.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Texto de hoje é de Willian Viana
Sociedade infeliz onde as pessoas se sentem obrigadas a ser tudo aquilo que não são, apenas para satisfazer as perspectivas dos padrões imundos impostos por hipócritas degenerados.
Onde aqueles que são o que realmente são, independentemente de onde ou com quem estão, são intitulados de rebeldes, imaturos e loucos.
Bem vindo ao mundo banal, onde na grande maioria esmagadora das vezes, só serás aceito se usares uma máscara!
-William Viana-
sábado, 4 de agosto de 2018
Poema do aluno da 2ª série da Escola Estadual Manoel André
BOM
Bom é poder se molhar na chuva sem se importar com nada
Bom é poder pisar em poças d'água sem ligar se seu tênis vai molhar
Bom é poder para o horizonte olhar,
E em alguma montanha de ventos brandos os braços abrir
E em meio ao deslumbre do brilho de um por do sol carmesim
Escutar a alma do universo através da tênue paz momentânea seus sussurros de delírios extasiados brandir
Bom é saber o bom e doce sentimento feliz da natureza sentir
E conseguir através dos ouvidos aguçados de nossa alma a ressonância melódica do espírito da terra ouvir
Pois em meio a tanto caos e destruição
A única saída que temos
É dos prazeres únicos que a natureza nos propõe usufruir
Pois em meio a tantas cascas cheias de falsas identidades e emoções
E a busca pelo belo e pelo pacífico faz com que o nosso verdadeiro ser venha a emergir.
Autor: William Viana
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